Agroecologia & Economia Solidária

Queridos,
 
O Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) e a RedeMoinho - Cooperativa de Comércio Justo e Solidário convidam você a participar das feiras agroecológicas realizadas na Região Metropolitana de Salvador. Este projeto tem o objetivo de trazer a prática do consumo responsável para sua realidade visando fortalecer uma rede de produção e consumo, além de criar um espaço de socialização do conhecimento sobre a permacultura e economia solidária. Durante as feiras também acontecerão oficinas gratuitas.

Calendário de feiras

As feiras sempre ocorrerão pela manhã, das 8:30 as 11:30.
O nosso calendário de feiras é:
28/08 - Aldeia Jaguaribe
25/09 - Rua Fonte do Boi
29/10 - Uneb
27/11 - Parque de Pituaçu
18/12 - em aberto o local
Então se programe, pois a próxima feira será neste final de semana na Aldeia Jaguaribe em Piatã.

Para maiores informações acessem o site: http://cirandas.net/feiras-itinerantes/blog.

 

 




MMA e MinC lançam o II Cine Ambiente: Consumo Sustentável e Biodiversidade em um minuto.

Será lançado nesta quarta-feira (25) o 2° Edital de Curtas de Animação Cine Ambiente: Consumo Sustentável e Biodiversidade em um minuto.  
A iniciativa é resultado da parceria entre o Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e premiará as dez melhores propostas com R$ 20 mil cada, para a produção dos curtas. A parceria busca o incentivo à produção de obras audiovisuais que, além de chamar a atenção dos consumidores sobre a importância de se desenvolver novos padrões de consumo, contribuem para a formação de uma cidadania ambiental que os mobilize para a questão da biodiversidade. O edital poderá ser consultado nos sites dos Ministérios do Meio Ambiente  ( www.mma.gov.br ) e da Cultura ( www.cultura.gov.br ).
As obras irão compor a Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente – Circuito Tela Verde, terão veiculação nas emissoras de TVs públicas, além de ampla divulgação.

A crítica da ciência ao novo Código Florestal

Especialistas reunidos na Fapesp contestam projeto em tramitação no Congresso Nacional e protestam contra a falta de participação da comunidade científica na elaboração do documento que interfere na biodiversidade brasileira
Uma carta assinada por diversos cientistas e enviada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e à Academia Brasileira de Ciências (ABC); documentos dirigidos a políticos; uma carta publicada na renomada revista Science; um encontro técnico-científico para debater os impactos que o novo Código Florestal poderá trazer à sociedade. Essas ações são apenas o começo de um embate que movimenta não só os ambientalistas, mas toda a comunidade científica brasileira.

O texto do Projeto de Lei aprovado no início de julho por uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados ainda será votado em plenário, o que só deverá ocorrer após as eleições. Mas, se depender dos pesquisadores presentes no debate realizado no dia 3 na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), muita coisa deverá ser revista no texto da nova legislação ambiental.
?Impactos potenciais das alterações do Código Florestal Brasileiro na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos? foi o tema do evento. ?Absurdo?, ?um tiro no pé?, ?sem fundamento científico?, ?consolidação do desmatamento? foram alguns termos utilizados pelos cientistas para definir o substitutivo.
Alguns dos mais renomados especialistas apresentaram estudos mostrando de que forma determinadas resoluções prejudicarão o equilíbrio hídrico, a recarga de aquíferos, a produção de peixes, a fauna, a flora, a biodiversidade em geral e a própria agricultura. Entre as resoluções mais polêmicas está a que reduz de 30 metros para 15 metros a faixa mínima estabelecida para conservação de áreas de proteção permanente (APPs), como as matas ciliares. Entre outras mudanças, o novo texto não considera mais topos de morros, montes, montanhas e serras como APPs e desobriga a recomposição vegetal de área desmatada até 22 de julho de 2008.
Os ruralistas comemoraram a aprovação do PL porque este regulariza cerca de 60% das propriedades agrícolas, conforme declarou à imprensa o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva. Alguns negócios vinham sofrendo para viabilizar os Termos de Ajustamento de Conduta propostos pelo Ministério Público e órgãos ambientais. Além disso, o Decreto 6.514/08 impunha oda a agricultura brasileira multas diárias de R$ 500,00 por hectare pela falta de averbação de Reserva Legal.
Representantes de instituições de pesquisa e ensino não só analisaram os mecanismos por trás das propostas para o ambiente, mas também fizeram um meã-culpa por não terem agido antecipadamente na atualização do Código Florestal, em vigor desde 1965.
Para alguns dos debatedores, o substitutivo teria sido baseado em ?um ou outro trabalho científico escolhido a dedo?, com a chancela de ?alguns pesquisadores pinçados isoladamente?, como frisou o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.
?O protesto não é sobre a ausência de um modelo, mas sobre a total falta de consulta à comunidade científica. Precisamos colocar essas discussões num patamar institucional e toda a sociedade deve trabalhar na construção de uma nova proposta?, disse ao final dos debates o biólogo Thomas Lewinsohn, professor da Unicamp. ?Todo o conhecimento científico da área ambiental foi ignorado?, disse Carlos Alfredo Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Biota-Fapesp ? programa que mapeia toda a biodiversidade do Estado de São Paulo.
Joly, que coordenou os debates, disse que um grupo de trabalho constituído no âmbito das duas entidades mais representativas da comunidade científica, a SBPC e a ABC, encaminhará ao Congresso um documento delineado a partir dos resultados da reunião na Fapesp. Para dar seguimento ao debate, os participantes sugeriram um novo encontro, com a presença de políticos, imprensa e outros setores da sociedade. Além disso, as apresentações dos palestrantes deverão ser o ponto de partida para a produção de artigos científicos a serem submetidos para publicação na próxima edição da revista Biota Neotropica.


Fernando Tatagiba
Analista Ambiental
Departamento de Florestas - DFLOR
Secretaria de Biodiversidade e Florestas - SBF
Ministério do Meio Ambiente - MMA
Fone:(61) 2028 2186/ skype: fernandotatagiba
http://www.mma.gov.br